quarta-feira, 26 de setembro de 2007

Re-estréia dia 02 de novembro
Sátiros da vila madalena
Sextas e sábados às 22hs

sexta-feira, 17 de agosto de 2007



Marco Antonio Pâmio fala sobre o espetáculo "Faz De Conta Que Tem Sol Lá Fora"
por Marco Antonio PâmioSaí do Satyros naquele dia com um nó muito grande no meio do peito, com uma vontade tão grande de chorar (assim como o personagem do Niltinho na peça). Estava sem carro e saí andando até o ponto de ônibus imaginando que aquilo que eu tinha acabado de ver estava (ou deveria estar) acontecendo em tantos apartamentos, no meio da selva louca em que a gente vive...O texto é de uma delicadeza, de uma sensibilidade, e ao mesmo tempo de uma crueldade e tristeza profundas... esses dois pólos convivendo juntos dão toda a dimensão humana pra aquela história se tornar absolutamente verdadeira, verossímil mesmo. É louco porque, de tão simples, os dois personagem vão se agigantando mais e mais, a ponto daquela situação insólita levar a gente pra uma outra dimensão... Saí de lá com uma compaixão por aqueles dois, uma melancolia naquele final de tarde fria e chuvosa, tudo aumentado por aquela música que não saía mais da minha cabeça.A direção da Aline é tão sensível e delicada quanto o texto; Niltinho e Jerusa arrasam na humanidade com que vão desvendando os personagens pra platéia, de modo que a gente vai cada vez mais e mais se apaixonando por eles...

quinta-feira, 16 de agosto de 2007

tudo de Kity




Últimas apresentações em agosto:sáb 18 ás 17hs e domingo ás 21hs sátiros 1 praça Roosevelt

fotos de Kity


terça-feira, 24 de julho de 2007

terça-feira, 10 de julho de 2007

quinta-feira, 5 de julho de 2007

por laerte késsimos

Faz de ContaSexta fui assistir "Faz de Conta que Tem Sol lá Fora" de Ivam Cabral, Com Jerusa Franco e Nilton Bicudo dirigidos por Aline Meyer.A montagem é um "souvenir" - do passado, ou do presente - onde os personagens estão perdidos no meio de recordações de coisas que talvez nem tenham vivido. O cenário é tão eficiênte e significativo quando belo. Levando o público a uma atmosfera suspensa que que eleva ainda mais o texto do Ivam, criando uma atmosfera lírica onde os atores e a direção conseguiram alcançar um trabalho que eu diria sublime. A Jerusa e o Niltinho consegem sem esforço, revelar a tristeza e a solidão desses dois personagens perdidos (ou não) numa interpretação profunda e suave ao mesmo tempo. Aline constroi com um silêncio dolorido, numa música que se repete, em uma janela sem horizonte e em dois personagens mergulhados no patético uma realidade desestruturada que faz lembrar que nos dias de chuva, as vezes, a gente pode fazer de conta que tem sol lá fora.

terça-feira, 3 de julho de 2007

Faz de conta que ninguém está só lá fora
Prosseguindo com as resenhas de peças que saíram de cartaz nessa semana (ops!), Faz de Conta que Tem Sol Lá Fora é um espetáculo que você não deveria ter perdido. Isso porque trata de maneira simples e eficiente a relação de pessoas solitárias com o mundo que as cerca.Escrito pelo faz-tudo-lá-do-Satyros Ivam Cabral, o texto apresenta um homem solitário, interpretado por Nilton Bicudo, que entra em um apartamento do seu prédio ao ouvir a música De Onde Vem a Calma, de Marcelo Camelo (na voz de Rubi), saindo por uma porta aberta. É lá que ele encontra a moradora vivida por Jerusa Franco.Eles dividem uma conversa, chá, biscoitos, medos, dúvidas, arrependimentos, esperanças e um teto enquanto chove lá fora. A solidão é desdobrada além dos caminhos que levam a ela. Morte, esquecimento, falta de aproximação com a realidade. Tem muito mais que isso no cotidiano que vem depois do (auto)abandono, dia após dia, sabe-se lá por quanto tempo.Aos poucos, as personagens aparecem mais próximas do que pensam. Precisam das mesmas coisas e, talvez mesmo por isso, repelem-se da possibilidade de estarem juntas ali. Distantes, ela em sua frenética relembrança, ele em seu estático conformismo, parecem sempre a um passo de colidirem. Se acontece, não é explosivo. É de pequena chama, quase sem combustível, mas ainda iluminante.De atores generosos, aliados no palco. Dividem a cena de ações e reações em medida de conversa verdadeira. Ali, no pequeno cômodo, o mover-se e o não se mover têm igual peso e cedem régua para o mundo particular e solitário da metrópole mecânica.Bela estréia da diretora Aline Meyer, que dá espaço às personagens para que possam contar sua história. Tudo se desdobra ao seu tempo. Sem modismos ou extravagâncias. Só a situação, em seus 50 minutos. E toda a torrente de emoções reprimidas, oposta à natureza que segue nas águas que rolam inconfinadas do lado de lá da janela.Atualizado: a peça agora está nas matinês do Satyros. Sábados às 17h, domingos às 19h.Fonte: http://teatroinsano.blogspot.com/
03/07/2007
4 Coisas Legais em...
...Faz de Conta Que Tem Sol Lá Fora, texto de Ivam Cabral, direção de Aline Meyer e elenco com Jerusa Franco e Nilton Bicudo:
Jerusa Franco absurdamente maravilhosa;
Texto excelente de Ivam Cabral, poético e sombrio ao mesmo tempo, sobre a solidão e os estados "criativos" que ela provoca;
Os silêncios corajosos e eloqüentes;
A trilha sonora linda, linda, linda com De Onde Vem a Calma, composta por Marcelo Camelo e na voz do intérprete Rubi.Fonte: http://atordesmensurado.blogspot.com/search/label/Teatro

domingo, 1 de julho de 2007

matinées

Inauguramos a partir de hoje primeiro de julho as matinées no Sátiros


Sábados as 17hs
Domingos as 19hs


Venham,Venham,Venham!

sábado, 30 de junho de 2007

Faz De Conta Que Tem Sol Lá Fora": longa jornada noite adentro
por Maurício Alcântara"Faz De Conta Que Tem Sol Lá Fora" é um dos Quatro Textos para um Teatro Veloz que o ator, diretor, dramaturgo e compositor de boleros de secretária eletrônica Ivam Cabral publicou no ano passado. Uma história intimista, de um casal solitário que se encontra por acaso em uma noite chuvosa de São Paulo, que nos faz pensar no quanto um espetáculo não precisa de grandes altos e baixos: muitas vezes a simplicidade e um pouco de lirismo são mais que suficientes.Em cartaz no Espaço dos Satyros, a montagem dirigida por Aline Meyer tem no elenco Nilton Bicudo e Jerusa Franco, dois jovens atores com uma energia que transparece em seus olhares. Jerusa traz um sorriso melancólico do início ao fim do espetáculo, com gestos afobados e desajeitados como os de uma adolescente. O figurino ajuda a ter esta percepção, mas o texto não a deixa nos enganar: sua personagem está beirando os trinta. Já o personagem de Nilton demonstra mais o peso da solidão da forma como imaginamos: é mais quieto, não sabe o que dizer, não sabe o que fazer.Esta mesma energia que dá vida aos personagens também acaba tornando o espetáculo literalmente veloz: senti falta de pausas, dos silêncios incômodos que o texto incita (ao menos a quem o lê), e sobretudo de vê-los aproveitando a oportunidade de saborear os momentos de quebra e os leves toques de humor, pequenas sutilezas que fazem diferença.A cenografia recria um pequeno apartamento com quatro cortinas transparentes que nos incitam a imaginar as paredes e janelas, e o mundo chuvoso e escuro por trás de cada janela. E eu também teria preferido imaginar o fogo, a chaleira e o rádio que ali estavam, como uma continuação do exercício de fazer de conta que até mesmo o título incita. Teria combinado melhor com a idéia das cortinas do que por exemplo o fogo cenográfico utilizado, forçadamente falso.E mais uma vez fecho com um parágrafo dedicado à platéia. Naquela sessão de sábado, logo na primeira cena, bastou Nilton pisar no apartamento de Jerusa para que meia dúzia de pessoas atrás de mim dispararem suas primeiras gargalhadas. Alguém se esqueceu de avisá-las de que a peça não era uma comédia, e pior: ao longo dos 50 minutos de encenação elas não se tocaram disso. Ficaram a peça toda buscando no riso sua zona de conforto, em um texto que o que definitivamente não existe é uma zona de conforto.Fonte: www.bacante.com.br

quarta-feira, 27 de junho de 2007